A política é um jogo implacável. Quem já esteve no topo sabe que a permanência lá é tão desafiadora quanto a escalada inicial. O ex-prefeito de Santarém, Nélio Aguiar, vive esse drama atualmente. A cada dia que passa, ele se torna uma figura menos influente na região oeste do Pará. A recente decisão do ministro Celso Sabino de afastá-lo da presidência do União Brasil (UB) é apenas mais um sintoma do seu enfraquecimento político.
O estopim da queda de Nélio dentro do UB foi sua manifestação pública de apoio à reeleição do deputado federal Henderson Pinto. Esse gesto, que poderia ser visto como uma simples demonstração de lealdade, teve consequências imediatas: o partido não hesitou em cortá-lo do comando municipal. Como substituto, foi escalado o ex-deputado Chapadinha, que estava desaparecido do cenário político e agora retorna como ‘Salvador’, de quê, ninguém sabe ainda.
No tabuleiro da política, a movimentação deixa claro que o União Brasil tem um projeto próprio e não está disposto a permitir que velhos aliados ditem os rumos do partido. Chapadinha não apenas reassume protagonismo, mas também se coloca como candidato a deputado federal, financiando sua projeção com a ajuda de blogueiros e outros asseclas.
Para Nélio Aguiar, a saída parece ser uma transição forçada para o Republicanos, onde tentará uma vaga na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa). No entanto, é inegável que seu capital político está em queda livre. Sem mandato, sem a máquina municipal nas mãos e agora sem o respaldo do União Brasil, Nélio encontra dificuldades para manter sua relevância.
O caso de Nélio Aguiar é um exemplo claro de como alianças são voláteis e de como a política pode ser ingrata com quem já esteve no poder. O ex-prefeito, que já foi uma das figuras mais influentes da região, agora enfrenta a realidade dura da desidratação política. Seu futuro dependerá de sua capacidade de se reinventar e recuperar a confiança do eleitorado, algo que está longe de ser uma tarefa simples.
Comentários: