Na última quinta-feira (16), uma operação conjunta entre o Conselho Tutelar e a Polícia Militar resultou no resgate de duas crianças, de 2 e 6 anos, que estavam vivendo em condições de extrema vulnerabilidade nas ruas de Santarém, no oeste do Pará. O caso, que já era acompanhado pela rede de proteção, teve novos desdobramentos após denúncias que apontavam risco iminente às crianças.
O Portal JK do Povão On Line entrevistou a presidente do Conselho Municipal de Defesa da Criança e do Adolescente (COMDECA), Roselene Andrade, que detalhou a situação e os desafios enfrentados. Segundo Roselene, a família já havia sido atendida anteriormente. "Eles foram acolhidos em abrigo e transferidos para Itaituba, sua cidade natal, onde foram encaminhados à FUNAI, pois são indígenas. Contudo, retornaram a Santarém após enfrentarem novos episódios de vulnerabilidade, agravados por envolvimento com entorpecentes e conflitos na aldeia de origem", explicou.
Roselene destacou que as crianças foram resgatadas devido às inúmeras denúncias que indicavam abandono e exposição a situações de risco. "A única alternativa foi aplicar as medidas protetivas previstas em lei, que garantem a proteção integral de crianças e adolescentes. Nosso objetivo sempre será preservar os direitos e o bem-estar das crianças", afirmou a presidente do Comdeca.
A presença da Polícia Militar na operação foi essencial, pois o pai das crianças já havia demonstrado comportamento agressivo em abordagens anteriores. Durante o resgate, a atuação da PM assegurou a integridade da equipe envolvida e garantiu a execução segura da ação.
Atualmente, as crianças estão acolhidas em um abrigo e recebendo atendimento de uma equipe multidisciplinar composta por psicólogos e assistentes sociais. Segundo Roselene, visitas supervisionadas dos pais e avós foram autorizadas, enquanto o caso segue sob análise da Vara da Infância e Juventude e do Ministério Público.
"O foco é sempre encontrar a melhor solução para as crianças, respeitando seus direitos e proporcionando um ambiente seguro e saudável", ressaltou Roselene.
A definição sobre o futuro das crianças será conduzida pelas autoridades competentes. A presidente do Comdeca reforça que a reintegração familiar só será possível caso os responsáveis apresentem condições reais de oferecer um ambiente adequado e seguro.
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