Na tarde da última quinta-feira (16), por volta das 16h, o Conselho Tutelar, com o apoio da Polícia Militar, realizou o resgate de duas crianças, uma de 2 anos e outra de 6, que se encontravam em situação de vulnerabilidade social em um semáforo na esquina da avenida Cuiabá com a Borges Leal, em Santarém, no oeste do Pará.
Os menores estavam acompanhados dos pais, identificados como Jeferson e Naiara, naturais de Itaituba. Segundo relatos, a família está em Santarém para regularizar a documentação das crianças, mas enfrenta dificuldades financeiras. Sem renda e sem um local fixo para morar, Jeferson tem trabalhado como limpador de para-brisas no semáforo, levando os filhos ao local durante todo o dia.
O repórter João Coragem, do portal JK do Povão Online, teve acesso a imagens que mostram a operação de resgate. Ao contrário de denúncias que questionavam a legalidade da ação, o vídeo evidencia que o procedimento foi conduzido de forma regular, respeitando os protocolos das instituições envolvidas.

As crianças foram encaminhadas para um abrigo municipal, onde permanecem sob os cuidados da Rede de Defesa e Proteção à Criança e ao Adolescente. De acordo com a presidente do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente de Santarém, Roselene Andrade, o resgate foi uma medida emergencial, necessária para garantir a integridade física e os direitos das crianças.
"Esse caso é de conhecimento da Rede de Defesa e Proteção. Houve a necessidade de proceder com o acolhimento emergencial das crianças para que seus direitos fossem resguardados. Diversas intervenções já haviam sido feitas junto aos pais, mas a situação de risco persistiu. O procedimento está amparado no artigo 101 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)," destacou Roselene.
Os pais afirmaram não ter sido informados sobre o local para onde os filhos foram levados e pedem assistência das autoridades para obter acesso a essa informação. A equipe do portal apurou que as crianças estão em segurança no abrigo, enquanto o caso segue os trâmites judiciais previstos pela Lei 8.069, que rege o ECA.
"Sempre a prioridade é resguardar os direitos de crianças e adolescentes," afirmou Roselene Andrade, reforçando o compromisso das instituições com a proteção integral.
O caso segue sendo monitorado pela Rede de Defesa e Proteção e está em análise para determinar as medidas cabíveis, como a reintegração familiar ou outras formas de assistência previstas em lei.
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