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Segunda-feira, 16 de Marco de 2026
Movimentos indígenas e sociais mantêm bloqueio da BR-163 contra mudanças na educação

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Movimentos indígenas e sociais mantêm bloqueio da BR-163 contra mudanças na educação

O bloqueio une forças de diversos grupos, como o Instituto BR-163 Sustentável, professores da rede estadual, estudantes da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), a Diocese de Santarém e movimentos quilombolas

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Por: Cinthia Malcher*

Desde a última quinta-feira (16), a rodovia federal BR-163 está interditada na altura do km 83 por movimentos indígenas e sociais em protesto contra a extinção do Sistema Modular de Ensino (SOME) e seus impactos no Sistema Modular Indígena (SOMEI). O bloqueio une forças de diversos grupos, como o Instituto BR-163 Sustentável, professores da rede estadual, estudantes da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), a Diocese de Santarém e movimentos quilombolas.

A mobilização ocorre em resposta à Portaria 10.820, que efetivou cortes no modelo de educação modular, eliminando gratificações de profissionais da educação e dificultando o acesso de comunidades indígenas e quilombolas à educação de qualidade. Para os manifestantes, a decisão do governador Helder Barbalho representa um retrocesso nos direitos educacionais e culturais dessas populações.

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Professores do SOMEI, que atua diretamente nas comunidades indígenas, alertam para os prejuízos da medida. Além da perda de gratificações para educadores, os alunos dessas localidades veem comprometido o direito constitucional à educação, que já enfrenta desafios logísticos e estruturais em regiões isoladas.

Apoio de Diversos Movimentos

A interdição conta com o apoio de diferentes segmentos:

Instituto BR-163 Sustentável, que denuncia o descaso histórico com as comunidades às margens da rodovia.

Professores da Rede Estadual de Ensino, preocupados com os impactos na carreira docente e na inclusão educacional.

Estudantes da UFOPA, que reforçam o papel da educação na transformação social.

Diocese de Santarém, que destaca a necessidade de políticas públicas inclusivas.

Movimentos Quilombolas, que se solidarizam na defesa dos direitos das minorias.

Os manifestantes enviaram um recado direto ao governador Helder Barbalho: “Quem não pode com o povo, não tira direito dele.” Eles exigem a revogação imediata da Portaria 10.820 e um diálogo transparente com as comunidades afetadas.

O bloqueio na BR-163, principal via de escoamento agrícola da região, já afeta o trânsito de veículos de carga e transporte de passageiros. Motoristas enfrentam longas filas, enquanto as negociações entre os movimentos e o governo permanecem em impasse.

Enquanto aguardam respostas do governo, os manifestantes permanecem firmes na rodovia. Representantes dos movimentos sociais pedem à sociedade compreensão e apoio, reforçando que a luta pela educação de qualidade é uma causa coletiva e não apenas das comunidades diretamente atingidas.

A interdição deve continuar até que as reivindicações sejam atendidas, marcando mais um capítulo na defesa dos direitos educacionais das populações tradicionais do Pará.

*É colunista do Portal JK do Povão On line

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