Uma disputa familiar envolvendo uma das churrascarias mais conhecidas de Santarém ganhou novos contornos e agora está nas mãos da Justiça. O advogado Wemerson Diniz Almeida ingressou, nesta terça-feira (7), com uma ação contra o próprio irmão, Juvenilson Diniz Almeida, e a empresa Churrascaria Boi Gordo Ltda., cobrando a partilha de valores que se aproximam de R$ 400 mil. As informações são do blog do Jeso Carneiro.
Na ação, Wemerson pede a anulação de uma alteração contratual, a dissolução parcial da sociedade e o pagamento de haveres no valor de R$ 398.281,70, quantia que, segundo ele, corresponde à metade do patrimônio físico do estabelecimento.
De acordo com o processo, o restaurante foi fundado em fevereiro de 2023 pelos dois irmãos, com divisão igualitária das cotas. No entanto, meses depois, em setembro do mesmo ano, foi formalizada uma alteração contratual que transferiu integralmente a participação de Wemerson para Juvenilson, tornando a empresa uma sociedade unipessoal. O advogado sustenta que a mudança foi apenas uma manobra estratégica para viabilizar a obtenção de crédito bancário, sem encerrar, de fato, a sociedade entre eles.
Ainda conforme os autos, mesmo após a saída formal, Wemerson afirma que continuou atuando diretamente na gestão do negócio, incluindo administração financeira, de pessoal e operação diária do restaurante, situação que teria se estendido até setembro de 2024, quando o conflito entre os irmãos se intensificou.
Para comprovar a continuidade da sociedade, o autor apresentou documentos como boletim de ocorrência registrado pelo próprio irmão, mensagens de aplicativos, comprovantes de transferências referentes a pró-labore e áudios de reuniões internas.
Diante do agravamento da disputa, Wemerson solicita medidas urgentes à Justiça, sem a necessidade de ouvir a outra parte inicialmente. Entre os pedidos estão o bloqueio de quase R$ 400 mil em contas ligadas ao irmão e à empresa, a proibição da venda de bens do restaurante e o bloqueio do registro empresarial na Junta Comercial do Estado do Pará, para evitar novas alterações contratuais.
O advogado também alega possíveis irregularidades na administração atual, como transferências indevidas de recursos da empresa para contas pessoais e movimentações que indicariam tentativa de venda do negócio.
O caso deverá ser analisado pela 1ª Vara Cível e Empresarial de Santarém, onde já tramitam outras ações envolvendo os dois irmãos, incluindo disputas sobre exclusão societária e posse de bens ligados à churrascaria.
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