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Quinta-feira, 30 de Abril de 2026
Caso das ambulâncias: Semsa em Santarém é alvo de operação da Polícia Federal

Saúde

Caso das ambulâncias: Semsa em Santarém é alvo de operação da Polícia Federal

A operação incluiu busca e apreensão de documentos e diligências para verificar a suposta entrega dos veículos, que seguem sob investigação

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A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira (3) uma operação na Secretaria de Saúde de Santarém, no oeste do Pará, com a finalidade de apurar possíveis irregularidades na compra de três ambulâncias pagas com recursos públicos, mas que não foram entregues ao município mesmo após mais de dois anos do contrato.

A operação incluiu busca e apreensão de documentos e diligências para verificar a suposta entrega dos veículos, que seguem sob investigação.

As ambulâncias foram compradas com recursos de emenda parlamentar do deputado federal Henderson Pinto (MDB) e pagas em 2024, ainda na gestão do ex-prefeito Nélio Aguiar (União Brasil). O contrato, firmado com a empresa Aliança Comércio e Serviços Ltda., custou R$ 855 mil aos cofres públicos.

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Apesar de o acordo prever a entrega dos veículos em até 60 dias, mais de dois anos depois as ambulâncias ainda não chegaram ao município. Mesmo assim, o pagamento foi realizado integralmente.

Diante das suspeitas, a atual gestão municipal, comandada por Zé Maria Tapajós (MDB), instaurou Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra dois servidores: Vanilson Pinto Lira e Raylane Maiara Figueira Corrêa. Eles são investigados por possíveis falhas na fiscalização do contrato.

Segundo apuração interna, há indícios de que ambos tenham atuado com “desídia [negligência] e violação de deveres funcionais” durante o acompanhamento da compra. Vanilson, que é tio do deputado autor da emenda, foi designado como fiscal do contrato e, de acordo com a prefeitura, possui “conhecimento técnico” por ser fisioterapeuta.

A empresa responsável pela venda afirma que as ambulâncias ainda estão “em fase de produção”, justificativa que contraria o contrato, que previa a entrega de veículos prontos para uso imediato.

Enquanto isso, a ausência das ambulâncias tem impactado diretamente o atendimento à população. Em menos de três meses, a prefeitura já gastou mais de R$ 2 milhões com o aluguel de veículos para suprir a demanda emergencial de um município com mais de 300 mil habitantes.

Profissionais de saúde relatam dificuldades no atendimento e apontam a falta de ambulâncias como um dos principais problemas enfrentados pela rede municipal.

A investigação segue em andamento e busca esclarecer responsabilidades, além de apurar eventual dano ao erário.

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