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Domingo, 19 de Abril de 2026
O jogo de poder mantém o povo esquecido em Santarém

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O jogo de poder mantém o povo esquecido em Santarém

Nélio agora ocupa o cargo de Secretário de Governo, a mesma função que Tapajós desempenhava antes de se tornar prefeito. O detalhe curioso é que José Maria, antes de ser Secretário de Governo, era vice de Nélio, mas renunciou ao cargo para assumir como deputado

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Em Santarém, no oeste do Pará, a política virou um toma lá dá cá, um verdadeiro jogo de troca de cadeiras, onde os mesmos nomes se alternam no comando da cidade sem que nada de significativo mude para a população. O caso mais recente é a troca de posições entre Nélio Aguiar e José Maria Tapajós, uma movimentação que reforça a ideia de que "ninguém larga o osso".

Nélio, que era prefeito, deixou o cargo há pouco mais de um mês. Durante as eleições, apoiou José Maria Tapajós, que venceu e assumiu a prefeitura. Mas, em vez de se afastar do poder, Nélio agora ocupa o cargo de Secretário de Governo, a mesma função que Tapajós desempenhava antes de se tornar prefeito. O detalhe curioso é que José Maria, antes de ser Secretário de Governo, era vice de Nélio, mas renunciou ao cargo para assumir como deputado. Além disso, José Maria já foi vereador em Santarém por cinco mandatos e presidiu a Câmara Municipal. Nélio também tem histórico semelhante, tendo sido vereador e presidente da Câmara antes de chegar ao cargo de prefeito. Ambos também já foram deputados estaduais, reforçando ainda mais a perpetuação desse grupo no controle político da cidade. Ou seja, mudam as funções, mas as figuras políticas seguem as mesmas, garantindo que o grupo continue no controle da administração municipal.

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O que explica essa insistência em se manter no poder? Talvez a resposta esteja no orçamento da prefeitura, que gira em torno de R$ 2 bilhões. Com um montante tão expressivo à disposição, não surpreende que ninguém queira largar o osso. Recursos que poderiam transformar a cidade são gerenciados pelo mesmo grupo político, enquanto a população enfrenta dificuldades diárias.

Enquanto isso, a realidade do povo santareno é outra. A saúde está em colapso, a infraestrutura da cidade se deteriora e os serviços públicos funcionam de forma precária. As UBSs vivem lotadas, faltam médicos, exames e medicamentos. As ruas estão esburacadas, o trânsito é um caos diário e os bairros mais afastados sofrem com a falta de saneamento e água potável.

E o pior: qualquer tentativa de mudança é sufocada. O sistema político de Santarém foi moldado para manter o poder nas mesmas mãos. É um círculo vicioso onde os gestores se revezam nos cargos, enquanto os problemas da população seguem sem solução. Quem questiona, é ignorado. Quem propõe algo novo, é descartado.

O povo precisa entender que renovação política não acontece sozinha. Só com participação ativa, fiscalização constante e escolhas conscientes nas urnas é possível romper esse ciclo. É urgente eleger lideranças comprometidas com mudanças reais, não apenas com a perpetuação do poder dentro do mesmo grupo.

Se a população continuar aceitando essa dinâmica, Santarém seguirá como está: um caos administrado pelos mesmos de sempre. Chegou a hora de dizer basta e exigir uma cidade que funcione para todos, e não apenas para aqueles que se revezam no poder. É preciso dizer: larguem o osso!

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Bastidores da Política

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