No dia 18 de outubro de 2024, em meio à campanha eleitoral, o então candidato à Prefeitura de Santarém, Zé Maria Tapajós, fez uma promessa ousada e que gerou grande expectativa entre a população: entregar o Hospital Materno Infantil (HMI) em apenas seis meses de mandato. Durante entrevista ao Jornal Tapajós 1ª Edição, ele garantiu que cobraria agilidade da empresa responsável pela obra e afirmou: “Nos primeiros seis meses, eu vou entregar o Materno Infantil para as mulheres de Santarém, se eu tiver que ser pedreiro eu irei todos os dias ajudar para entregar essa obra”. Tudo não passou de conversa fiada para enganar o eleitor santareno.
Mas, após assumir a gestão municipal, a promessa começa a esbarrar em uma realidade completamente diferente do que o Zé prometeu. No dia 2 de janeiro, durante uma visita técnica às obras do HMI, acompanhado por secretários e assessores, o prefeito demonstrou surpresa ao constatar o atraso significativo no andamento do projeto.
“Não sabia que a obra estava tão atrasada”, admitiu Zé Maria em entrevista à imprensa.
Ai o JK do Povão questiona: Mas o que ele fazia então como Secretário Regional de Governo? ele não sabia de nada desse atraso, já que tinha a obrigação de fiscalizar como Secretário Regional.
A visita revelou um cenário preocupante: obras paralisadas desde dezembro de 2024, após o distrato com a empresa anteriormente responsável.
Apenas 66% da estrutura concluída desde o início do projeto, em 2013.
Necessidade de um novo processo licitatório para retomada das obras.
Falta de equipamentos, necessidade de novas licitações e ausência de planejamento para contratação de profissionais especializados.
Mesmo diante dessa realidade, o prefeito reiterou que a conclusão do HMI será uma prioridade de sua gestão. Ele prometeu empenho junto ao governo estadual e federal, principais financiadores do projeto, para retomar os trabalhos o quanto antes. Apesar do otimismo, Zé Maria sabe que concluir o Materno Infantil não depende unicamente de seus esforços. Foi assim com as outras gestões que também prometeram em campanhas eleitoral, entregar o hospital e nunca conseguiram.
O secretário municipal de Infraestrutura, Sérgio Melo, explicou que o próximo passo será o lançamento de um novo processo licitatório para contratar uma empresa capacitada para finalizar a obra. Segundo ele, a equipe técnica já está avaliando as etapas necessárias e realizando ajustes orçamentários, visto que os valores dos materiais e serviços estão desatualizados desde a última reprogramação, em 2023.
Projetado em uma área de 7.400 m² e com capacidade para 128 leitos, o HMI é uma das obras mais aguardadas pela população de Santarém e de outros 19 municípios da região. Quando finalizado, o hospital terá estrutura para realizar mais de 600 partos por mês, atendendo demandas críticas de obstetrícia, neonatologia, pediatria e emergência.
A promessa de entrega em seis meses, feita por Zé Maria durante a campanha, parece agora cada vez mais distante. Com um novo processo licitatório e os desafios de reprogramação de obras e aquisição de equipamentos, nem mesmo os mais otimistas acreditam que o hospital seja concluído em 2025.
O caso do Hospital Materno Infantil expõe as dificuldades enfrentadas por administrações públicas em cumprir promessas eleitorais e lidar com projetos de alta complexidade. Enquanto o governo tenta reorganizar as etapas da obra, a população segue na expectativa de que o hospital, um dia, se torne realidade e possa atender às necessidades da região.
Fica o questionamento do JK do Povão: O que realmente José Maria Tapajós fez nesses últimos 8 anos como vice-prefeito, Deputado Estadual e Secretário Regional de Governo? Já que ele não sabe de nada, nem o aumento da tarifa de ônibus no primeiro dia do ano ele sabia. Como diz o meu ex-amigo Nelson Quemente, “Ai é ralado!”
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