A paralisação dos profissionais da rede municipal de ensino de Santarém, no oeste do Pará, ganhou força nesta segunda-feira (10), com a mobilização da categoria em frente à Prefeitura. A greve foi deflagrada na última sexta-feira (7), após mais de dois dias de negociações entre representantes do Sindicato dos Profissionais das Instituições Educacionais da Rede Pública Municipal de Ensino de Santarém (Sinprosan) e o governo municipal. Agora, os trabalhadores ampliam as cobranças e reivindicam, entre outros pontos, o cumprimento do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR).
Os profissionais foram convocados a se concentrar em frente à sede da Prefeitura nesta segunda-feira e decidiram permanecer acampados no local. A expectativa era de que uma nova mesa de negociação fosse realizada entre representantes da categoria e do Executivo municipal, mas, até as 12h, o encontro ainda não havia ocorrido.
Segundo o presidente do Sinprosan, Carlos Assis, a greve continua porque a Prefeitura informou que só poderá retomar as negociações na quinta-feira (13).
“Sim, infelizmente, por decisão do Executivo municipal, mais uma vez, disse que não tem condições de estar à mesa conosco hoje, dia 10. A greve continua até sexta-feira, porque o Executivo municipal disse que só pode reunir conosco na quinta-feira, dia 13”, afirmou.

Categoria cobra cumprimento do PCCR
Durante a mobilização desta segunda-feira, os servidores também elevaram o tom das reivindicações e passaram a cobrar questões relacionadas à valorização dos trabalhadores efetivos e ao cumprimento do PCCR.
Segundo a categoria, o salário-base dos servidores públicos municipais está congelado desde 1998. Os trabalhadores afirmam que a reivindicação não representa um pedido de aumento salarial, mas o cumprimento de uma legislação municipal que estabelece direitos e regras para a carreira.
“São 28 anos de luta. Desde 1998, há o congelamento do salário-base do servidor público municipal. Não é um pedido de aumento, e sim de cumprimento de uma lei que o próprio município criou”, afirmou um servidor durante a mobilização.
Os trabalhadores também questionam a diferença entre os salários pagos aos servidores efetivos e as remunerações de ocupantes de cargos comissionados.
Segundo a categoria, enquanto servidores efetivos podem receber valores próximos ao salário mínimo, ocupantes de cargos de indicação política chegam a receber mais de R$ 5 mil e, em algumas funções, até R$ 7 mil.
Os professores possuem um PCCR próprio, mas os demais servidores defendem o cumprimento das regras estabelecidas para suas respectivas carreiras.
Greve foi deflagrada na sexta-feira

A greve por tempo indeterminado foi aprovada durante assembleia realizada na sexta-feira (7), depois de mais de dois dias de negociações entre o Sinprosan e a Prefeitura de Santarém.
A categoria decidiu manter a paralisação diante da avaliação de que as negociações não avançaram de forma suficiente para atender às reivindicações dos trabalhadores.
Nesta segunda-feira, o movimento ganhou uma nova mobilização, com a concentração em frente à Prefeitura e a decisão de permanecer no local até que haja uma nova rodada de negociação.
Nova mobilização
Para terça-feira (11), o comando da greve convocou novamente os profissionais. A orientação é que os trabalhadores compareçam à sede do Sinprosan, às 8h, para uma nova mobilização e avaliação dos próximos passos do movimento.
A categoria deverá acompanhar a reunião prevista com o governo municipal para quinta-feira (13). Até lá, os profissionais afirmam que a paralisação continua.
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