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Quarta-feira, 03 de Junho de 2026
Professores mantêm greve e escolas de Santarém amanhecem vazias

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Professores mantêm greve e escolas de Santarém amanhecem vazias

A paralisação, que teve início no dia 23, é liderada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sintepp) e tem como principal reivindicação a revogação da Lei 10.820, que, segundo os educadores, prejudica os direitos adquiridos de classe

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Nesta segunda-feira (27), as escolas estaduais de Santarém, no oeste do Pará, amanheceram praticamente desertas devido à continuidade da greve dos professores. A paralisação, que teve início no dia 23, é liderada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sintepp) e tem como principal reivindicação a revogação da Lei 10.820, que, segundo os educadores, prejudica os direitos adquiridos de classe.

Nossa equipe esteve na Escola Estadual Madre Imaculada, onde estava previsto o início do ano letivo. Apesar das portas abertas para receber pais e alunos, o cenário era de baixa adesão. Dos 48 professores da unidade, apenas seis compareceram, sendo todos contratados por meio de Processo Seletivo Simplificado (PSS).

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“É preocupante. A direção afirmou que as aulas começariam nesta quarta-feira, mas, sem professores, não há como garantir o funcionamento adequado”, relatou uma mãe presente na recepção da escola.

Em nota oficial, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) reafirmou que está preparada para o retorno às aulas e que não reconhece a legitimidade da greve. A Seduc destacou que o Pará possui um dos maiores salários pagos aos professores do Brasil e garantiu a continuidade do calendário escolar para mais de 500 mil alunos matriculados na rede estadual e 40 mil servidores.

Ao Portal JK do Portal On Line, Francisco Nascimento, dirigente da Diretoria Regional de Ensino (DRE), reforçou a posição da secretaria. “Estamos preparados para receber os alunos e garantir o início do ano letivo. A orientação é que as escolas sigam funcionando normalmente.”

Por outro lado, o Sintepp argumenta que o movimento grevista seguiu todos os parâmetros legais. De acordo com o assessor jurídico do sindicato, Silvano Costa, o governo foi notificado dentro do prazo mínimo de 72 horas antes do início da paralisação. “Não é competência da Seduc reconhecer a legalidade ou não da greve. Isso cabe ao Poder Judiciário. O movimento é legítimo e segue todas as normas”, afirmou.

A coordenadora do Sintepp em Santarém, Aline Guimarães, reafirmou a determinação da categoria em manter a paralisação. “Estamos em greve por tempo indeterminado até que o governador revogue a Lei 10.820. É um direito constitucional, e não vamos recuar enquanto nossos direitos e os nossos alunos não forem respeitados”

Com a paralisação, a incerteza preocupa pais e alunos. Muitos temem que o impasse prolongue o início efetivo das aulas e prejudique o andamento do ano letivo.

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