O governador eleito do Pará, Dr. Daniel, pediu à governadora Hana Ghassan a abertura imediata do processo de transição e a criação de um canal oficial de diálogo entre as duas equipes. O ofício foi encaminhado na quarta-feira (14), dando início à articulação para a mudança de comando no Executivo estadual, prevista para 6 de janeiro de 2027.
A informação sobre o pedido foi divulgada pelo jornalista João Salame, articulador político da campanha de Daniel, no portal Opinião em Pauta. A equipe do governador eleito pretende ter acesso a documentos e dados sobre a situação administrativa, financeira, orçamentária, patrimonial e contratual do Estado para preparar o início da nova gestão.
Para coordenar os trabalhos, Daniel indicou Ed Wilson Dias e Silva, que já foi chefe de gabinete do político durante os períodos em que ele presidiu a Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) e administrou Ananindeua. A coordenação jurídica ficará sob responsabilidade de João Luís Brasil Batista Rolim de Castro.
Em resposta ao início da articulação, o Governo do Pará informou que começou, nesta quinta-feira (15), as primeiras tratativas para organizar a transição administrativa. O processo será coordenado pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), sob condução da procuradora-geral, e o governo também solicitará ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) que acompanhe todas as etapas.
Em declaração, Hana afirmou que pretende conduzir a mudança de governo de forma democrática e transparente, assegurando a continuidade dos serviços públicos até o fim de seu mandato.
“Da minha parte, a transição será democrática, pacífica e transparente. Dediquei 36 anos ao serviço público e sei que governos passam, mas o Estado e o povo permanecem. Nosso compromisso é assegurar a continuidade dos serviços e das políticas públicas, e seguirei cumprindo minhas atribuições até o último dia do mandato, com responsabilidade e respeito aos paraenses”, declarou a governadora.
Equipe de Daniel reúne representantes de áreas estratégicas
A equipe indicada pelo governador eleito inclui representantes de setores considerados essenciais para o funcionamento da administração estadual, como Saúde, Fazenda, Planejamento, Meio Ambiente, Cultura, Infraestrutura, Segurança Pública e assistência social. Também há nomes destinados ao acompanhamento dos órgãos de controle, das empresas públicas e das entidades da administração indireta.
Na Secretaria de Estado de Cultura (Secult), a indicada é Lívia Maria Araújo Noronha de Oliveira. A Secretaria de Meio Ambiente (Semas) será acompanhada por Vinicius Domingues Borba, enquanto Dayane da Silva Lima representará a área da Saúde (Sespa).
O Planejamento (Seplad) terá Thiago Freitas Matos e Ana Maria Souza de Azevedo. Para a Infraestrutura (Seinfra), foi indicado Rui Begot da Rocha. Na Fazenda (Sefa), os representantes serão Roberto Santos Matos e Nilo Emanoel de Noronha. João de Paiva Gouveia Neto ficará responsável pelo acompanhamento da Procuradoria-Geral do Estado.
No Banpará, foram designados Denise do Socorro Vieira de Albuquerque e Alison Ramiro Alves de Souza. A área de assistência social contará com Ellayne Cristina Gurgel de Almeida e Grace de Nazareth Rodrigues Soares Ramalho.
O acompanhamento das empresas públicas, sociedades de economia mista, fundações e autarquias ficará a cargo de Roberto Paulo Amoras, Alexandre Augusto Reis Leite e Arnaldo Jordy Figueiredo. Na Segurança Pública, o representante será Thalles Costa Belo.
A Auditoria-Geral do Estado terá Tatiane Alves de Lima e Noémia de Souza Jacob. Para a Cosanpa, foi indicado Marcio Godoi Spindola. Ana Karla Sousa Barreto e Felipe César de Albuquerque Cavalcante prestarão apoio aos trabalhos.
Transparência e continuidade dos serviços
O levantamento das informações deverá ajudar a futura administração a identificar as condições financeiras do Estado, os contratos em andamento, os compromissos assumidos e a situação dos serviços públicos. Esses dados serão importantes para definir prioridades e preparar as primeiras decisões do novo governo.
Com a coordenação da PGE e a previsão de acompanhamento pelo TCE, o governo atual afirma buscar segurança jurídica e transparência na transferência de informações e responsabilidades.
A transição passa a ser uma etapa central da relação entre a administração de Hana Ghassan e a equipe de Dr. Daniel. A disponibilidade dos dados solicitados, a organização do calendário de reuniões e o diálogo entre os grupos serão determinantes para a passagem de comando e a continuidade da gestão pública no Pará.
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