JK do Povão Online

Domingo, 19 de Abril de 2026
Com Zé Maria, Santarém afunda ainda mais na atenção básica à saúde, aponta governo federal

Saúde

Com Zé Maria, Santarém afunda ainda mais na atenção básica à saúde, aponta governo federal

Dados do Ministério da Saúde apontam que o município caiu 7 posições em relação ao último quadrimestre de 2024, ocupando agora a 108ª posição

IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Santarém (PA) caiu ainda mais no ranking do Pará de desempenho em atenção primária à saúde. Dados do Ministério da Saúde, programa Previne Brasil, relativo ao primeiro quadrimestre deste ano (governo Zé Maria), apontam que o terceiro município do estado caiu 7 posições em relação ao último quadrimestre de 2024 (governo Nélio Aguiar).

Agora, Santarém ocupa a 108ª posição do ranking (ISF, Indicador Sintético Final, 6.09); no final do ano passado, estava na 101ª posição (ISF 6.63).

Entre os municípios do Baixo Amazonas, caiu para 11ª para 13ª colocação (último lugar). Óbidos lidera o ranking na região.

Leia Também:

O que é APS

A Atenção Primária à Saúde (APS) é o primeiro nível de contato com o Sistema Único de Saúde (SUS), representando a principal porta de entrada para o cuidado em saúde. Ela oferece atendimento abrangente, acessível e baseado na comunidade, com foco na promoção, prevenção, tratamento e reabilitação, além da gestão qualificada da saúde.

Radiografia da APS em Santarém

Principais deficiências (2025)

  1. Internações Evitáveis (Nota: 15/100)
    • Problema: Superlotação do hospital municipal (única referência para 306 mil habitantes).
    • Exemplo: Pacientes com diabetes descompensado ocupando leitos por falta de acompanhamento nas UBS.
  2. Hipertensão (Nota: 21/100)
    • 47% das UBS sem medicamentos anti-hipertensivos em estoque (dados Semsa 2025).
    • Fila de espera para consultas: 28 dias (média).
  3. Pré-Natal (Nota: 60/100)
    • 32% das gestantes da zona rural fazem menos de 4 consultas (meta: 6+).
    • Concentração de ginecologistas apenas na zona urbana.

Razões da queda

1. Subfinanciamento Crônico

  • Gasto per capita em APS: R$ 298/ano (vs. R$ 401 em Ananindeua).
  • SUS-dependente: 92% dos atendimentos vinculados ao sistema único.

2. Desequilíbrio Urbano-Rural

  • Zona Urbana:
    • 18 UBS para 210 mil habitantes (1 UBS para cada 11.700 pessoas; ideal: 1/10.000).
  • Zona Rural:
    • 68 comunidades ribeirinhas sem acesso mensal a equipes volantes.

3. Gestão Fragmentada

  • Rotatividade de secretários: 8 gestores em 3 anos.
  • Falta de prontuário eletrônico: 63% das UBS usam sistemas desconexos.

4. Comparação com Outros Grandes Municípios

Indicador Santarém Ananindeua (22º) Belém (89º)
Médicos/1k hab. 0.7 0.9 1.1
Leitos APS/10k hab. 3.2 5.8 4.5

Paradoxo

Santarém vive um paradoxo: é o 3º maior PIB do Pará, mas amarga o último lugar em atenção básica na sua região, com gargalos que vão da falta de médicos à gestão descontinuada.

Ananindeua, segundo maior município do estado, gasta R$ 401/hab/ano em APS e ocupa a 22ª posição estadual. Belém, a capital, investe R$ 352/hab/ano e está em 89º lugar.

Confira os números do Pará no Previne Brasil, 1º quadrimestre de 2025.

FONTE/CRÉDITOS: Jeso Carneiro
Comentários:
JK do Povão Online

Publicado por:

JK do Povão Online

Saiba Mais
Tapajós Oil
Tapajós Oil
Mayra Almeida
Mayra Almeida

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!